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Prelúdio.

Meu corpo chora saudade
na agonia dos toques
a deslizarem prazeres entusiasmados
na cama quieta, vazia.
Minha pele suada respira
seus dedos macios introduzidos
em meus cabelos soltos.
Faço um carinho no rosto,
palpito taras, clamo lambidas,
enterro minhas pernas no cobertor.
Minhas mãos cansadas provocam,
minha voz ecoa gemendo um grito.
Arranho a parede, descasco o gozo,
sinalizo perigo ao espelho,
abro a mente, sigo demente.
O relógio corre, corre...
Sua falta arde, incendeia.
São quinze para qualquer hora...
É hora! Agora! Depois!
O sabonete escorrega, espuma.
Quero estar pronta, ingênua malícia,
para derreter aos afagos seus
quando chegar o instante
de ser além de amante, amada.
Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 14/05/2005
Código do texto: T16921
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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
177 textos (8649 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 14:16)
Eliane Alcântara