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Especialmente hoje

Hoje, especialmente hoje,
Termina triste mais um dia.
Quando a dedicação em nada se merece, em nada se interessa,
Onde padece a comunhão,
E a união pouco conserva.

Hoje, especialmente hoje,
Parece consumada a falência da boa convivência,
Inerte a tentativa de compor a paz real, de transpor problemas irracionais,
Ineficaz a tentativa de restauração dos elos acreditados como fortaleza,
Exacerbando cada vez mais o desencontro e o confronto do coração.

Hoje, especialmente hoje,
Os fatos estampados tonalizaram de cinzas,
O atos transgrediram o espaço da alma,
O compasso da calma,
E agridem a busca de recomposição.

Hoje, especialmente hoje,
Faz-se hora de reflexão,
Faz-se contido no silêncio,
O sentimento da quietude,
E de solidão.

Hoje, especialmente hoje,
Sem mãos entrelaçadas,
Sem braços dados,
Sem o ombro solidário,
Mostra o quão a ferida da alma, jamais será esquecida.

Hoje, especialmente hoje,
Sangra o peito da dor impotente,
Fere, a dúvida imponente,
E a desconfiança conseqüente,
Que outrora foram plantadas pelo oponente.

Hoje, especialmente hoje,
Não haverá forma elegante,
Nem tampouco galante,
De se dizer que chegada a hora apartada,
E baixa-se a cortina do palco da vida.

Hoje, especialmente hoje,
Um novo ensaio,
Um renovado enredo,
Valha maior confiança,
Valha maior esperança de um ideal seguro, de um ideal maduro.


selene
Enviado por selene em 04/06/2006
Código do texto: T169568
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Sobre a autora
selene
Itapema - Santa Catarina - Brasil, 53 anos
36 textos (1983 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 10:35)
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