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COMUNHÃO DE BENS E DE MALES

"(...)Ruido de abogados,
ruido compartido,
ruido envenenado,
demasiado ruido.

Ruido platos rotos,
ruido años perdidos,
ruido viejas fotos,
ruido empedernido. (...)"
(Ruido, Joaquin Sabina
)



Divide-se por muito tempo
(ou por pouco, tanto faz)
amor, cama, rotina
e outras coisas iguais.
Divide-se por tempo demais
a sangria da alma,
pouca paciência, nenhuma calma,
e desinteresse demais.
Um dia alguém rói a corda,
pede água, baixa a guarda,
deixa de ir à forra,
não divide mais nada,
abana as mãos e até mais:
comungados os males,
após múltiplos sinais,
subtrai-se à revelia,
nem bens, nem males:
até nunca mais.


http://deboradenadai.prosaeverso.net


Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 14/05/2005
Reeditado em 12/02/2012
Código do texto: T16974

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154036 leituras)
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Débora Denadai

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