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Caminhada dos Vagos

Fui trampolim da noite
mesclado de fosforecentes,
amarelos rosados,azuis,
todos,incandescentes da vida,
das idas e voltas,
que faz dela,a cor
do escuro.

Percorri santuáricos
bem ácidos,
de gente aglomerada
e sozinha, martelada,
por sombras
vindas de centro
da noite.

Se eu não queria,
queria não ficar!

E, sem ninguém,
abracei a noite
igual a um casulo
sem pátria.

Um arguto medidor
de metros,
que gera no espírito
tão longa faina e
dor.

E para cair no vazio,
sonhos à parte,
mergulhei escaldado
pela noite afora
pelas suas trevas.

E das trevas
aprendi:
na noite não há
montanhas de sol,
nem arbustos maravilhados.

Lá, lá dentro,
paira o vazio de
todo mundo que
embriaga a caminhada
dos vagos.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 06/06/2006
Código do texto: T170501
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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