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Nas Bordas do Rio

Não preciso ter reino
para ter majestade
nem homem seguro e loquaz
pra viver qualquer infelicidade.

Dos campos as flores se expandem
a procura de nossos espaços
- que não sejam curvos -
para alimentar a beleza
e fazer a aldeia feliz.

Não é preciso ser forte
prá ser alquimista
aos vales parto eu
das raízes me aconhego otimmista.

Hoje se me esqueço nos calçadões,
debaixo de longos néons e postes alentados
de força e luz,
rocuro nas calçadas que fim afinal
teve eu eu?
Tão bravo,
tão passageiro!

e se falo de passageiros
Sempre há alguma coisa se movendo,
ora prá cá, ora prá lá.

Tudo se move, imperceptível
e é até comovente
ver montanhas partirem
e rios se mudarem.

Levam séculos,lá isso
levam!

Mas qe já me importa
se meu reino de paz
faliu
às bordas do mais belo rio
e meu espírito, jaz, consulvo
entre a porta e a madeira?
José Kappel
Enviado por José Kappel em 07/06/2006
Código do texto: T171001
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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