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Mulher Ocasional

Mulher asssim,
é mulher duas vezes,
que rompe o pensar
e dobra os arcanjos
só em olhar.

Tudo muito simples,
tudo muito vago,
às vezes complexo,
outras se parecendo com
um grande lago azul.

Reluz com qualquer luz,
Resplande no fluxo da lua;
parece mar, mas não é,
é de açúcar, é doce, é
feita de ançores e
tem gosto de comidinha.
Mas não é de frequentar rua.

Mulher de duas voltas
de palavra complexa
se mede às alturas das estrelas,
chega a ser do tamanho do céu.

Não crê em quase nada,
por isso - danada - difícil
de se embrenhar no seu amor.
Para feitá-la é preciso ter
dom. Até ter um parente divino.

Vivi com ela um tempo
sem medidas,
não contei meus sonhos
dentro dela,
mas medi seus olhos
com perdição.

Mulher difícil,
de ângulos diferentes,
de roupas sutis,
de mãos latentes,
de lábios lascivos.

Tudo nela era ocasional.

E foi nesse ocasional
que ela partiu
um dia
sem dizer nada.

Fiquei eu magro
e desbotado.

Perdi o que desejava
e ela ganhou a pura liberdade !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 07/06/2006
Código do texto: T171008
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel