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LONJURAS: O DRAMA DIÁRIO

O escriba remoendo o Pago,
choro de todo o dia,
coração pleno de saudades.
Longínqua a querência...
E os estranhos de mesma Pátria.

(Que tal uma soneca debaixo de uma figueira,
à beira de um açude, algum coaxar dos sapos
e o cri-cri dos grilos)

Abro a janela e só vejo antenas.
Alguns são edifícios pálidos, longilíneos.
Mudos.
Ao lado, entre antenas, celulares falam,
entre (mentes),
a outros hominídeos.

Deus guia, mas não aplaca a ansiedade.
E tem nome o Cruzeiro do Sul.

– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2004/2009.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/171199
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 07/06/2006
Reeditado em 29/09/2009
Código do texto: T171199
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709719 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 20:49)
Joaquim Moncks