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Sempre Pagú

Angélica T. Almstadter
 
Repense meu espaço minha força,
Acha que se concentra nos meus braços?
Quer que eu me esforce e me torça?
Tente a cerzidura dos meus laços.
 
Você desconhece a textura da minha mente,
Fure meus  olhos, meus braços ampute,
Não me tornarás uma muda inocente,
Pois impeça que eu me atreva, que eu lute;
 
Verá que cruel e gentil criatura se esconde,
Na pele da santa e frágil insensatez.
É só procurar e você já sabe por onde;
No ajunte da minha vasta aridez.
 
Em que vão se esconde meu manancial?
Talvez nem eu o saiba, conscientemente.
Me provoque e verá a ponta do potencial,
Frente e verso em desague inconseqüente.
 
Nem freira nem puta; mulher até a raiz,
Mais macho que muito homem; por competência;
Altiva e orgulhosa sem  a dureza na cerviz,
Mulher por escolha, inteiramente, por consciência.
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 15/05/2005
Código do texto: T17157

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55636 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 05:59)
Angélica Teresa Almstadter