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Forasteiro

As vezes tenho medo de mim,
Dos meus pensamentos soltos,
minhas vontades indecifráveis,
meus sonhos renovados.

As vezes tenho medo da vida;
Quando aponta para todos os lados,
quando se fecham as saídas,
quando se apresesentam  somente certezas.

Tenho medo , as vezes,
do amor que guardo no peito,
das cirandas da saudade,
dos horizontes que limitam meu céu...

Mas não temo o recomeçar,
não temo o perder,
não me amedronta
o ir ou ter que ficar.

Aprendi a ser forasteira
dentro de mim,
a não viver de esperanças,
não caminhar além do que posso ir...

O destino me quis assim:
flor plantada no oasis,
ribeiro  à margem da estrada
correndo em busca do mar...

Sou metade Torquato,
metade Pessoa,
totalmente Quintana,
mas Cecília é minha alegria.

Pus meus sonhos num barco,
subi ao ultimo andar,
quebrei minhas correntes,
lancei ao vento meus versos...

Renasci assim: metade anjo
metade mulher, mâe, poeta
menina, senhora
de mim.

não me importo ser o que sou!

Importa-me sim, ficar sem meus versos,
não saber juntar as palavras,
não conseguir traduzir
os sentimentos que habitam em minha alma.
veronica eugenio
Enviado por veronica eugenio em 16/05/2005
Código do texto: T17182

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Sobre a autora
veronica eugenio
Cachoeiro de Itapemirim - Espírito Santo - Brasil, 55 anos
39 textos (2379 leituras)
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veronica eugenio