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Porta de Vento

A véspera de seu início
eu já me encontrava à espera
pelas esquinas duvidosas,
rodeado de pós e
maqueadoras do sexo.

Era a véspera do meu deserto
onde se vive sozinho o arenito,
e se sonha milagres em oásis
de terra fértil!

E a vida costuma passar de repente,
mas o corpo alheia sementes,
e a terra encolhe e se expande.
É quando vesga do céu
na primeira colheita dos homens

Sou despovoado
do vento arenito,
não me herdaram
terreno fértil,
ao contrário,
povoaram-no de grânulos
dos pedras erosadas.

E você, mesmo de longe,
nunca chegou no tempo certo,
nunca tentou dedar a dor,
com o apanágio,
de sua força iata,
com suas mãos de pedras
áticas - igual a uma hebréia
santificada -.

Era a vez do meu deserto,
era a véspera de estar sempre
perto de minha solidão:
dois ventos prá lá,
uma tempestade de grãos
para cá!

É quando tudo fanece,
e, no final,
alguém abre um porta do vento,
e eu fecho a porta de minha vida!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 10/06/2006
Código do texto: T172707
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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