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A gaivota que não nasceu

Queria ser uma gaivota,
Capaz de voar por todas as rotas.
Seria branca como alva alma,
Teria beleza e candura,
E cantaria qualquer nota com formosura.

Se gaivota fosse,
Voaria sobre horizontes intrépidos,
Conheceria destinos épicos,
Pousaria em cada enseada,
E faria da vida uma canção toada.

Gaivota seria eu,
Se não fosse ateu,
E sem nenhuma vaidade,
Buscasse uma realidade,
De amor com tenacidade.

Gaivota teria sido,
Se não tivesse me escondido,
Se conquistasse a posição alada,
Para viver toda balada,
E morrer de morte amada.

Gaivota não fui,
Porque o temor intuiu,
Deixei então de viver o amor que defluiu,
Na razão do coração solitário,
Que insiste em não ser solidário.
selene
Enviado por selene em 10/06/2006
Código do texto: T172979
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Sobre a autora
selene
Itapema - Santa Catarina - Brasil, 53 anos
36 textos (1983 leituras)
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selene