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Mágoa Absinta

empório
meu empório,
armazém,
ao todo,
trilha de luz,
onde dorme
agora
o lodo.

nasci ali,
perto
de um
armazém,
de balcão
esburacado,
com cheiro
verde
de
carne seca,
banhado de
luz,
tão
omissa,
que mal
ombreava
os ralos
insetos.

ao lado,
num caminho
de roça,
tinha
um leve córrego
e um punhado
de flores
que queriam
ser jardim.

hoje,
quando,
de quebra,
olho
pro mesmo lugar,
sinto que
o mundo ali
acabou,
até sem
alma
pra contar.

pouco a
dizer:
na argamassa
que cercava
o bordo
do córrego,
aprendi
a gostar
da paz,
fui ensinado
a ser
homem de
bênçãos,
e amante
de uma adornada
mulher,
que hoje mora
lá no tempo,
lá longe,
onde
minas mãos
já não
alcançam.

Mas,não
peno
por saber
que lá aprendi
o que é o amor
e hoje já nem sei
encontrar
o caminho
do vasto
abraço.

tendinha de paz,
mulher
de verdade.

pronto!

acabou,
agora, só de
lembrar,
na minha
casta
paz,
não sei sequer
o caminho
dos amantes.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 12/06/2006
Código do texto: T173898
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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