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Maria-Órfã


Às vezes
Fico pensando
Nas voltas
Que a vida dá.
 
E digo,
Fico
Pensando.
 
E penso
A procurar.
Respostas
De mil
Perguntas
E fico
A me questionar.
 
No dia que
Passa tão lento
Parado,
Quieto, .
Tão manso.
 
Ficam
Indagações
Que nem
O tempo
Responde.
 
E o vento,
Que
Se esconde,
Nem esse
Vem me dizer,
O que foi
Que aconteceu,
Porque
O dia morreu,
E a noite
Levou você.
 
E foi partindo
Tão triste
Só vi sua mão
A acenar,
E logo sumiu
Na estrada
Prá nunca
Mais voltar.
 
E foi,
Deixando
A dor,
E a saudade
Meu amigo,
De querer
Falar contigo
E só pedir:
Como você está?
 
Sempre
Soube
Que amigos
Fossem
Como tesouro
Especial
Que a gente
Guarda
Prá sempre
Num
Coração
De cristal.
 
Mas nunca
Pensei
Que um dia
Prá minha
Felicidade
Iria perder
Um amigo,
Um amigo
De verdade.
 
E nas águas
Tão calmas
Deste
Riacho de luz
Que cruza
O vale da dor
Descem
Folhas
Amareladas
Do outono
Que terminou
E descem
Nas águas o gelo
Do inverno
Que já chegou.
 
Suspiro
Que dó
Que pena
Porque isto
Aconteceu
Abrir mão
De tesouros
Que a vida
Me concedeu.
 
Tentei
Por eles lutar
Mas que fazer?
Que fazer,
Se nem eles
Queriam ficar?
 
Agora
Do meu
Jardim
Preciso
Cuidar
Sozinha.
Tão cedo,
Ainda criança
Nem mesmo
Sei caminhar
Lamento
Assim
Tão pequena
Órfã de
Amigo ficar.
Maria
Enviado por Maria em 13/06/2006
Código do texto: T174830
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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