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DISSOLUÇÃO




Toda vez que perco, não encontro.
Por não encontrar, perco de novo.
E assim, perdendo e a me perder,
Não encontro o centro de ser.


Pião vivo em giros mortais,
O aqui e agora transmuta-se
Em Nunca Mais.

Trânsfuga por fenômeno e origem,
Supero-me da náusea,
A mãe da vertigem.

Quieto e coeso como bólide,
Aboleto-me em cometas,
Grudo-me em gametas
Em vagas hipérboles.

Como coruja em porteira infinita,
O vácuo se agita
E me lança ao ar.

Rodopios simiescos me dançam,
Como crianças que balançam
Uma isca no mar.

Já sem me sentir achado ou perdido,
Sem dentro e sem fora,
Me uno ao Mundo Esquecido
Em que já não me encontro agora.

 

Preto Moreno
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 14/06/2006
Código do texto: T175365

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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