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A haste quebrada da flor


Na escuridão da noite
Dobrei em soluços meu corpo
Como haste de flor
Cortada, quebrada,
Da terra arrancada,
Por mãos do lenhador.
E que agora planta inútil,
O vento  já recobre de pó.
Sem pena. Sem dó.
 
Com a alma
Dilacerada,
E o coração
Ensanguentado,
Chorei baixinho.
Lágrimas quentes,
Mas quietas,
Caladas
Em silêncio,
Sem um gesto
Sem palavras,
Toda minha
Sofrida e
Grande dor.
 
Prá ninguém ouvir.
Nem mesmo ver.
Nem mesmo sentir.
 
Foi a roda da vida
Que assim de morte
Doída me feriu.
Foi a roda
Do trem da vida
Que saiu dos trilhos
E sobre o jardim
Da minha vida passou.
 
Não tem mais volta não.
Uma flor em sua raíz arrancada,
Em sua haste quebrada
Não tem mais valor.
Deve o fogo servir,
E lá ser queimada
Prá pagar o seu pecado,
E prá sempre morrer,
Em sofrimento de dor.
 
Em lamentos do coração
Ainda me perguntei:
Porque neste jardim
Onde plantei minha flor,
Um dia o sol nasceu
Se agora ele morreu
Na noite que já chegou?
Maria
Enviado por Maria em 15/06/2006
Código do texto: T175667
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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