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ENTRE A ESPUMA E A MADEIRA

foi apenas uma só
[uma só]
falha humana

sem direito de perceber
a vista dos panos sobre o primeiro plano do mármore,
ele vestiu-se disfarçado num caixão de madeira
de alma inteira.

apenas uma falha
[uma só]
demais humana

sem saber como perceber
as colchas que agora vagam sós por sobre a cama,
ele deitou-se na espuma sem mais ter espaço
para a alma inteira.

ninguém morrerá pelo ato de desamar
[tão humano]
ao encontrar o amor no sacramento da última extrema-unção
uma, duas, três, quatro, cinco, mil vezes
[ou quantas mais]
entre a madeira e a espuma
a entender
o sólido e o flácido:
na gaveta à direita do beco vinte e um, bloco bê,
desse amor no Jardim da Saudade naquele campo santo.

Ah, catalepsias!
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 15/06/2006
Código do texto: T176285
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho