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VINGANÇA


A este ato eu me atrevi,
este direito me foi dado,
de ter a tua boca violado
com um beijo que não senti.

Foi por vingança este pecado
dum tempo em que muito sofri,
deixaste o desprezo como legado
ao amor que te ofereci.

Agora queres que eu te ame,
desejas meu corpo na cama
gemendo, esperando que eu clame
como uma mulher que ama

o homem que lhe foi destinado.
Eu não te amo, não amo mais...
Ouviste? Então fica calado,
vinguei-me introduzindo os sais

da minha saliva na tua boca,
veneno da minha paixão louca
negada num minuto de raiva
causando o efeito que eu esperava.

17/06/06.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 17/06/2006
Código do texto: T177436

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão