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Café das Manhãs

Erigimos um semblante amorfo nas manhãs,
Primas voláteis.
As gotas de café à tona vão, despencando,
Calefatoras, retráteis.
Estrelejamos os jambus e os tamarindeiros,
Onívoros, querófobos.
As batracas alojadas sequer a laborar um tomo,
Otimismos réprobos.
Quando nossa mente fita o fruto a colher,
Realizamos nosso desejo de perder.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 19/06/2006
Código do texto: T178299

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Sobre o autor
Cesar Poletto
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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Cesar Poletto

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