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Jogo Vivo.

Sou insolente manhã
Risonha em teu corpo
Que gera no meu, leves brisas,
Ou torturantes vendavais.

Sou um dia calmo.
Sou um dia festivo.
Sou um dia agitado.
Sou um dia que não conhece.

Somos natureza ao nos encontrar
No amor que nem sabemos,
Na emoção que nos conduz,
Na razão que perdemos.

Somos procura que não encontra.
Busca constante de um quê no silêncio.
Somos a hora que passa na veia,
Do amar e não amar.

Somos idéias contrárias
Procurando idéias comuns.
Somos a revolução carnal
De nossos anseios a provocar o coração.

Sou simples como o sonho
Definida como a vida.
É meu querer momentâneo,
Meu eterno olhar nos teus olhos.

Morro no adeus por dizer,
No beijo medroso,
Na distância equilibrada
Na principal história da paixão.

Calo o pensar.
Suicido a aposta sem causa.
Sacrifico os suspiros.
Desmistifico nossos encontros.

Eras minha fantasia?
Fui tua ilusão?
Crime sem cooperador?
Desejo com desejo?

Sobrevive o que sou e o que és,
Ferozes caminhantes no silêncio.
E nos damos...
A um novo dia.
Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 19/05/2005
Código do texto: T17874
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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
177 textos (8649 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 16:00)
Eliane Alcântara