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O pódio

No centro do Ibirapuera, junto ao lago azul e ao obelisco
De outra era, o atleta se concentrava para a partida
Da São Silvestre. Era tarde ensolarada do último dia
De uma ano que para muitos deixara saudade e para
outros tinha demorado a passar, com muita lentidão

Nas longas e perigosas pistas o silêncio imperava
Como se fora um deserto planejado pelo homem
Em busca de um bucolismo que na cidade se não via
Mas naquele dia, naquela via de tanta tenção só se ouvia
Cantos tranqulos de pássaros e  fortes batidas  do coração

Fora dada a partida e a multidão na largada se embolava
Lentamente destacavam-se os atletas de ponta, firmes e
Cheios de emoçao. Em cada rosto desmonstrando exaustão
Todos os competidores avançavam rumo a chegada final
Visando, a maioria, o grande prêmio somente para o coração.

Agrcultores, cortadores de cana e peão de boiadeiro, todos
Juntos na mesma emoão, no mesmo objetivo e sofreguidão
Pelas sombras das palmeiras passavam como se fora a
Derradeira cartada, o último desejo de uma vida melhor
Saindo do anonimato e no pódio cantar do Brasil sua canção.

"Ouviram do ipiranga as margens plácidas de um povo
heroico, brado e retumbante..." No pódio niguém se lembrava
Quem era o sujeito da oração, mas o atleta estava lá
Com a mão sobre o peito acariciando o coração para
Cantar a futura sonata da mais bela e saudavel união.

R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 20/06/2006
Reeditado em 20/06/2006
Código do texto: T178863
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso