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Ah! Nem De Quebra !

Fraco,sobejo o vôo,
auguro a aurora
em partes de agonia,
onde não hajam sombras.

Minha caixa é de brinquedo,
minha voz é de criança,
meu pai é de longe,
minha mãe, vem da terra
batida, mas querida.

Venho de longe igual a uma
caixa mágica,
que me leva
ao fim do mundo,
onde o sol não nasce
mas flores dançam ao sol.

Este sou eu, Das Neves,
constante da natureza,
pedreiro de paredes,
e com cimento no coração.

Valia minha bruteza quando
era forte;
hoje, esquálido
e mal querido,
refaço meu coração de pedras
e calco a ansiedade e o medo
com tragos de solidão.

E nesta mesa de bar
vou morrer;
nesta mesa vou partir;
sem dar adeus.
Nem de quebra !

Todos se foram
e minha luz interior
se esvai,lasciva.

Vou, então, prá onde?
Pro canto do mundo?
Ou pros escondidos
das frestas?

Se vou, parto,
Se fico, quebro.
Ah bela!
Se desfilo,vou sem passo.
E se amo, não mais
tenho de troco
do felicidade dela !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 21/06/2006
Código do texto: T179516
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel