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Desejo selvagem!

Meu corpo desperta aflito.

No conflito de uma cama vazia,

A vontade de ser amada traduz...

Meu momento de solidão.

 E choro, o abandono do meu coração.

No vácuo do espaço, meus braços,

Me abraçam, e buscam no vazio,

O leito ao lado...frio, sombrio.

Então me acaricio, me toco...

No esforço de um consolo.

Entrego meus seios a  minhas mãos

E então, minhas pernas se fecham e afagam meu sexo.

Um, desejo me invade, um fogo, uma vontade...

De um  peso sobre meu ventre...

E uma boca buscando a minha,

Num beijo louco, insano.

Com a força das tempestades,

Que no mar modificam a paisagem,

E registram uma imagem selvagem...

Como os raios que cortam os céus,

E clareiam a escuridão,

E queimam a terra onde caem,

Fogo veloz, como o que me invade,

E sinto, um calor  me aquecendo a pele,

Me deixando assim, entregue,

Ao sonho de um grande amor.

Que ultrapasse as minha barreiras,

E me diga por entre os dentes,

__Eu quero você inteira!__

Alma, corpo, gosto...E me beije o rosto!

Com ternura e sensualidade.

E me enrole o corpo, com o próprio corpo...

Que domine minha vontade.

E me possua com a força de um deus.

Que me agarre pelos cabelos,

E me cavalgue em pelo...

Pelos céus de nosso anseios.

Que se delicie, com meus seios!

Que entenda meu tesão,

E controle esse vulcão,

Que acordado verte larvas,

Que escorrem do meu ventre.

Nessa fria madrugada...

Em que meu corpo desperta aflito!






Observadora
Enviado por Observadora em 21/06/2006
Código do texto: T179992
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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