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Morte à Ave

Magoou, magoou demais.
Feriu de morte atróz.
Com crueldade sem dó,
Com lança rápida e veloz,
Quem sempre o bem lhe outorgou.
 
Porque ferir tanto essa ave?
O que ela fez prá você?
Não te deu suficiente carinho?
Deixou de cantar prá você?
Algum dia deixou de te ver?
 
É essa  a paga que dás?
A quem sempre te animou?
Foi fiel, amiga, querida,
E quando sozinho estavas,
Ao teu lado sempre cantou?
 
É isso que tens prá essa ave,
Que tanto lhe ajudou?
Não foi isto que disseste?
Obrigado ave, pelo apoio,
Que até hoje sempre me deste?
 
Porque não mataste ela antes?
Esperaste assim tanto tempo?
Prá ti era alegre o seu choro?
Sorrias com seus lamentos?
Sentias prazer em sua dor?
Com seu cruel sofrimento?
 
Se tivesses ferido ela antes
A dor não seria tão grande.
Agora a morte é completa.
Pois morre a ave em pranto,
Morre com ela o seu vôo,
E junto morre seu canto.
Maria
Enviado por Maria em 22/06/2006
Reeditado em 05/06/2011
Código do texto: T180141
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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