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(Imagem: Illumicorpus #5 , Teresa Fonseca, www.thousandimages.com)

PRECISAMENTE ISSO

Já ganhei flores,
já ganhei pedras,
já chorei dores
e atirei pedras.
Já ganhei pedras
e atirei flores,
ri de minhas dores,
me atirei de janelas.
Já perdi o riso,
já perdi a fala,
já fui muito ciso
e caí na vala.
Já abusei da fala
e junto, muito riso,
deixei fora o ciso
e cuspi na vala.
Já fiz o que não queria
porque era o que devia,
já fiz o que não devia
carregada de alegria.
Não sei qual é o meu rumo,
não sei nada de mapas,
por ora, meio sem prumo,
dando minha cara aos tapas.
Parece estar tudo errado,
mas isso é o que sou,
o erro, o incerto, o risco:
não há como negar,
sou um sujeito oculto,
indeterminado.
Precisamente impreciso.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 22/06/2006
Código do texto: T180171

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai

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