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Delírio alcoolíco!

A bebida torna lento os  meus gestos...

E meus lábios ensaiam um sorriso débil.

Minha mente me deixa entregue a pensamentos incertos,

...Vontade de beijar uma boca, sentir um corpo bem perto...

Não gosto de me sentir tão embriagada,

Mais só quis beber, mais nada...

Sair da realidade.

Esquecer que quero mais que ser um rosto...Um corpo!

Sorriu para todos os rostos que me olham e desejam.

Afinal do que reclamo?

Tantas mulheres queriam,

Ter o privilégio de se ver apreciada...Desejada.

E os olhos me enxergam as curvas,

Não conseguem é ver a alma em fuga...

Da solidão das imagens...Insensíveis, incapazes.

Tão fácil ver o desejo estampado nos olhos,

Desses homens...Que me devoram os seios,

E decoram cada curva exibida...Minha coxas,

Barriga...Me sinto um pedaço de carne numa vitrine,

Mais eu dou o espetáculo...do que reclamar?

Quero chorar, mais sorriu para todos,

A bebida fala de alegria,

E meu coração sangra e chora,

A chaga aberta...

A solidão é a grande ferida da minha vida!

E afogo as mágoas num copo de martini,

Que anuvia meus medos,

E me desce queimando a garganta,

E me sinto de novo querida,

Mesmo que seja,

Só sensação causada pela bebida.




Observadora
Enviado por Observadora em 22/06/2006
Código do texto: T180554
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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