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Aos poucos, morrendo.

Das cinzas fez-se  pó
Do pó fez-se  imagem
Da imagem  a criatura.
Da solidão fez-se  procura
Da procura fez-se  doce amizade
Nascendo sentimento indescritível.
E, entre portas abertas, não existiu o que conquistar ou ser conquistado, não se fez sedução, nem tampouco sedutor,
Existiu apenas um coração solitário que
Vagando pelos mares,  sonhou e viveu as delícias da ternura.
Agora,  resta senão o vazio, o sentimento de que em nada fez diferença, a nada contou, em nada tocou.
Então a morte espreita, não a do corpo ou dos pensamentos,
Mas a falência da alma e da ilusão de busca da felicidade.
E, através de portas ainda entreabertas, sopra ao vento a escuridão do amorticídio,
Expressão inexistente no vernáculo,
Que apenas traduz a necessidade de morrer ou matar o sentimento inigualável.
selene
Enviado por selene em 22/06/2006
Código do texto: T180600
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Sobre a autora
selene
Itapema - Santa Catarina - Brasil, 53 anos
36 textos (1983 leituras)
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