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Gélido

Esse gélido olhar
Vem agora corromper,
Não sei se o desprezo pelo real,
Ou a dureza do próprio ser
Numa sobrietude cortante
Esse desespero contido
Que compraze em si toda minha existência
Um contraste único
De beleza morta
De dinastia de sangue gelado
Essa cor escura sem rubidez de vida
Enfatizando a pureza maltratada
No amanhecer difundido em falsidade
Volta,se puder atingir esse caos gélido
De um ignóbil ser acorrentado
Preso em suas próprias pré concepções
Daquela realidade que sabemos não existir
Esse gélido olhar
Me consome até possuir-me por completo
Com desprezo,dureza,desespero cortante,
existência contida.
Esse nosso gélido olhar
A me corromper...



Andréa Nogueira
Enviado por Andréa Nogueira em 23/06/2006
Reeditado em 07/05/2007
Código do texto: T180662
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Sobre a autora
Andréa Nogueira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Andréa Nogueira