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Dos Infernais

vivo de sombras,
às vezes amiga,
outras, dó,
de inimigas.

já não ando
sozinho,
percorro meu
íntimo
com coisas
fáceis.

iguais aos ciscos
inoperantes,
aos cadafalsos
dos reis ariscos.

vivo de sombras,
talvez de
fantasmas alados -
meigos
rapazes -
que me fizeram
da vida
um homem armado
de vazios.

hoje, olho para
o futuro que não
existe,
ao passado de
de tão fácil, morreu,
e olho pro presente,
e sinto
que daqui não
passo,
daqui
não vou pra frente!

meu amor,
de laço estou,
com um falso
lance sem
cor.

corra
e me ajude.
fiz o que pude
mais, não
faço.

vivo nas sombras
que de verão
não são.

pela cor,
são invernais,
cor de escuro,
mais forte
que o deus dará,
mais fracas,
do que os
infernais!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 23/06/2006
Código do texto: T180691
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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