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Vermelho de Adorno

virei de pouco
a praça dela,
era manhã de sol
de queimar até os
brutos, e de
fazer brilhar
as flores
sozinhas.

é na praça dela,
que vou todo dia:
foi ali que ela
rodopiou de mulher,
com um lenço
vermelho,de adorno
de bela.

vou lá mais pra
saudade matar:
dói,e mais dói,
saber que ela não
vive mais ali,
nem vive mais
em mim.

paciência.

amor eu tenho.

e luto contra
todos
mas, perco de
virada, pra
máscara do tempo,
com essa mania
de marcar tudo.

o tempo nos
levou.

ela foi sentar
no colo de outro,
e eu fiz
pirraça de
criança,
e fiquei sozinho,
bem assim.

sozinho,
deixas
encarocoladas
de viver,
sentado no
banco do tempo,
onde só de
lembrar o
amor que
tinha por ela
me dói até hoje,
de arder.

dor de verdade.

e resolvi:
fico só
de corpo
mais não fico
sozinho
na magia
do espírito.

ela vive!

ela avança
colorida,
ela acorda,
me beija
com acordes,
e, danada da
vida, foge
de ir prá bem
longe,
onde mais,
não alcanço.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 23/06/2006
Código do texto: T180692
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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