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BLACKOUT


Capturo o escuro.
Eis-me claro o que ele é:
Puro.
Tato, tateio, tonteio, tanto.
De fato,
Nada mais é
Do que fôra,
Antes luz
Que se nega ao breu,
ânfora de Zeus.

Capto o puro.
Escuro o que ele é:
Urômelo.
A zangar-se com os vagalumes,
A saltar por sobre os tapumes,
A investigar a inventiva lanterna
Que olha o fundo de cada cisterna.

Rapto-o e o repto.
De fato,
No mundo moderno
Algo
Permanecerá aceso.


Preto Moreno

Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 23/06/2006
Reeditado em 23/06/2006
Código do texto: T180943

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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