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* Lascivo Andarilho Errante *

Inerte sigo o meu caminho

Entre passos descordenados

a vida tem que continuar seu trajeto

sensações, sentimentos, livre pulsar

Duros pesares de um andarilho

que não pára de caminhar



Entre penumbras e trevas sombrias

visualizo uma trajetória distante

é luz que me guia, farol que me cega

ora tão presente, ora tão incerta

um misto de conforto e indagações

Meu deus que luz será esta ?


O que vejo à frente é o futuro

iluminado certamente mas ofuscado

o brilho é intenso (quando presente)

mas nada que vejo nele se enxerga

isso me dá  uma atroz esperança

de que essa luz seja tênue passado


O passado me impele a caminhar

vivi, sobrevivi, quero andar

vivências tão sublimes, tão únicas

como posso singelamente ignorar

 que os passos são ainda descordenados

mas que  não há nada que me faça parar


O presente se faz passado e futuro

ele dita as regras, é onmipresente

disso não posso fugir ou compreender

que vivi cada segundo,cada minuto

entre memórias tristes e dispersas

mas as alegrias me fazem caminhar



Vivo e vou vivendo na intemporalidade

de um coração que têm fome e sede de viver

tão ligado às memórias de pegadas apagadas

pisando com passos descordenados, novas pegadas

meu deus que luz será essa, me responda

quero ver essa luz, mas não quero nunca parar.....














 



 

 
Luis Andarilho
Enviado por Luis Andarilho em 23/06/2006
Reeditado em 14/12/2007
Código do texto: T181193

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Sobre o autor
Luis Andarilho
Portugal, 44 anos
153 textos (7993 leituras)
1 áudios (107 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 10:45)
Luis Andarilho