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Acalanto de Maria


Um dia José me disse:
“Maria, tens sensibilidade à flor da pele,
já foste magoada, entristecida,
caminhou trilhas que só você sabe o nome,
sabe descrever um sentimento,
sabe chegar perto e se afastar
das coisas que te amedrontam
ou tem medo de te ferir”.

Guardei querido amigo suas palavras,
prá nunca mais esquecê-las.
E quando brota a mágoa que falavas,
Na poesia tento descrevê-la.
Para tirá-la de dentro de mim,
Esquecer tudo o que é ruim,
E a vida só em ternura,
Como também disseste, vivê-la.

Sempre me lembrarei,
De todas as trilhas que andei.
E por elas nunca esquecer,
Sei quem sou, por inteiro,
E por isso busco primeiro,
Aos outros sempre alento dar,
Prá assim não precisar lembrar,
O sofrimento que eu mesma passei.

Não sou egoísta assim,
De querer tudo, tudo prá mim.
Sei abrir mão do que gosto,
Para o bem do meu próximo.
Mesmo que isso traga dor,
De dilacerar meu coração.
Tenho medo sim, mas sou valente,
Sei lutar com muita coragem,
Prá enfrentar as tempestades,
Desde a dor da mais bruta saudade,
À perda em morte, de um irmão.

Assim vou vivendo minha vida
Curando minhas e de outros, as feridas,
Procurando achar novas trilhas,
Onde não existe tanta dor,
Onde tem sempre o amor,
Prá sobre ele me debruçar.
E se você um dia de mim precisar,
Estou aqui, você sabe,
Pode me procurar
E comigo sempre contar,
E sempre vais me encontrar,
Esperando, para acalanto lhe dar.
Maria
Enviado por Maria em 25/06/2006
Reeditado em 25/06/2006
Código do texto: T181923
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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