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Qualquer coisa de nós...

Se ao menos você soubesse
que aquela paixão não terminou
não insistiria no passado
que para nós não acabou.
Ver você faz diferença...
Sinto ressuscitar nossos sonhos,
chego a acreditar em castelos
que construimos ao vento.
Dói uma ligeira alegria,
seu sorriso provocante,
seu olhar envolvente e dissimulado
aquece o tempo distante.
Peço a Deus a calma dos loucos,
a coragem dos fracos,
o medo dos inocentes,
para segurar o presente
de uma paixão sepultada
nas noções do correto.
Escapa um múrmurio,
venta um oi nos lábios cerrados
e quase nos tocamos.
Escondo de seus olhos uma lágrima
nas folhas que você está,
e ignoro o que está confesso
nas noites que evitamos enxergar
um céu que desistiu de ser claro.
Se ao menos você soubesse
que a vida brinca por demais,
não acordaria o que embalamos,
não reacenderia o que dorme.
A vida é um caminho tranqüilo,
as direções é que são complexas.
Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 20/05/2005
Código do texto: T18245
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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
177 textos (8649 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 03:00)
Eliane Alcântara