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Desatino.

Amei com tanta coragem que não sei
se deixei toda a vontade presa naquele ramo
no bico da pomba que observava o dilúvio
de minhas emoções enciumadas
dos seus olhos em outras paisagens.
Meus erros em suas mãos.

Não posso afirmar que fui guerreira
se abandonei o território por paz
nas guerras que me perturbavam
quando de você esperava amor.
Um único aceno determinado
aos meus trêmulos anseios.

Quem de nós é mais fantasia
nos confetes de uma história
que se prendeu ao passado
de uma ignóbil esperança
desfeita pela impotência?
Mera compreensão aturdida.

Revejo os tempos de outros poetas
e me elevo aos seus ninhos
para sentir o amor que me nega
nas tristes cantigas d'alma
daqueles que solitários
romperam seus mistérios.

Não vou e não posso voltar
de onde o vento sussurra
qualquer lamento que molha a noite,
orvalha o dia, funde a tarde.
Resta o azul da vida,
um seu, meu jeito de nos enlaçar.

Resta um pouco de dor,
um coração sem razões,
uma noção derradeira
daquilo que nem sei melhor perto
ou longe. Distante por sorte,
trancado dentro por veneração.
Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 20/05/2005
Código do texto: T18248
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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
177 textos (8649 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 06:38)
Eliane Alcântara