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UM CERTO INFINITO

amada distante,
traga-me um certo infinito
com urgência:
a mesma urgência dos que pouco dormiram...
Preciso acordar
[capaz ou incapaz]
com a aparência das oito horas de qualquer manhã

[e se aconchegues em mim como um feriado]

amada distante,
traga-me um certo infinito
com urgência:
a mesma urgência dos que muito conquistam...
Preciso vencer
[capaz ou incapaz]
as olheiras roxas desta vista míope ganha a prazo

[venhas com cor nos olhos e óculos aro-fino]

amada distante,
traga-me um certo infinito
com urgência:
a mesma urgência dos que uivam esquecidos...
Preciso lembrar
[capaz ou incapaz]
do sonhar rosa-pavê que mora em todas mulheres

[o de nenhuma tão inconfundível quanto o teu]

amada distante,
traga-me um certo infinito
com urgência:
a mesma urgência do nascer das bananeiras...
Preciso plantar
[capaz ou incapaz]
qualquer semente com a faca cravada nos dentes.

[te ver crescer frutívora graças ao meu sêmen]

amada distante,
traga-me um certo infinito
com urgência:
a mesma urgência nudez das moças findas...
Preciso contar
[capaz ou incapaz]
o cheiro das margaridas que despertam nos arames.

[me presenteias com o fim suave do horizonte?]

Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 26/06/2006
Código do texto: T182588
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho