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Como toda viva alma ao adormecer eu penso
Sobre coisas do passado que lentamente matam,
Que perturbam o meu sono e me doem sempre
Tocando a cicatriz, que ainda por vezes sangra,
Relembrando e esquecendo que feliz me faço.

Como toda viva alma, ao acordar eu penso
Se vale a pena levantar e suportar os fatos,
Que me deixam mais confusas que suas palavras
Baseadas na insanidade do mortal nefasto,
Perdendo a calma e me rendendo cegamente ao medo,
Amarrando e desatando o que restou do laço.

Como toda viva alma ao escrever eu penso
Se escreverei só mais um ou o último poema,
Pois se ofertam essa dor e o talento fraco
Pela paz de te esquecer eu a escolho e aceito.
Mesmo que ao escrever eu construa templos
Acendendo e apagando o que por ti sustento.

Como toda viva alma ao apaixonar-me penso
O que farei para driblar e persuadir o tempo,
Para tê-lo a todo instante e esquecê-lo sempre,
Quando volto a mim mesma e enganada creio
Que desta vez serei livre e finalmente amada
Aceitando e negando que à dor pertenço.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 26/06/2006
Código do texto: T182681

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck