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À insônia

É madrugada e eu aqui calado olhando as cortinas
Que balançam com a brisa fria e calma do inverno
Pensamento voando ao léu sobre a paisagem colorida
A imaginar como seria a vida se aqui fosse o céu.

É madrugada, daqui a pouco como sempre o dia amanhece
Sem nuvem o sol aparece, com nuvem a chuva logo cairá
Fazendo esvair-se do meu meu peito tristeza ou solidão
E no brilho dourado da vida  tão  desprotegida vou sonhar

É madrugada, no silêncio ouço passos apressados la fora
Em busca de qualquer coisa de mim desconhecida
Ouço a alvorada dos pássaros iniciando sua  calma revoada
Rumo ao infinito, buscando amor e paz para gente se amar.

Mas que longa madrugada, meu Deus! será que ainda posso
Um belo e tranqüilo sono dormir, despreocupado com a hora,
Que sem demora vai passar? Perdoa  Deus esta impaciência
Que sem clemência veio  agora somente para me maltratar!

A madrugada se foi, mas o canto da passarada em mim permaneceu
Tristeza e a solidão com ela também  se foram no alazão da noite
Sob o açoite que no meu corpo batia sem dó ou piedade
Deixando no coração um espaço para este amor que é somente seu.
 
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 27/06/2006
Reeditado em 28/06/2006
Código do texto: T183065
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso