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ATREVIDO

Como ousaste, atrevido,
Invadir minha privacidade,
Tirar meu sossego, meu sono?

Era madrugada quente
De céu pleno de estrelas,
Começou a cantilena

E o sol nem havia raiado.
Raivosa, fui até a janela
E lá estava o menestrel

Declarando o seu amor
Com solfejos de beijos,
E promessas de loucuras

Nos momentos de orgias
Influenciados pela lua
Nas almas apaixonadas.

Caminhou entre flores e folhas
Com seu porte de guerreiro,
Mas o canto altaneiro

Proclamava para o mundo
O seu desejo profundo
De unir o seu corpo

Ao da amada distante,
Impassível no telhado
Ouvindo o canto clamante.

Eu, parecendo uma coruja,
Olhos arregalados na noite
Imaginava a solução

Para o fim daquela ópera,
Cantada por um gato impertinente,
Em irritante Mi ....auuuuuuuuuuu.

20/05/05.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 20/05/2005
Código do texto: T18325

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão