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O INCERTO ME INTERESSA, O QUE NÃO FOI POSSÍVEL

O incerto me interessa
O impreciso
O que pode não dar certo
É meu intento
Minha batalha
Minha matéria prima
Onde minha rima busca liga
Desentortar a curva
O impossível
A utopia
É isso que me move
Remover a montanha
A fé da mudança
A dança dos astros me comove
Pois mostra que universos sucumbem
E estrelas nascem todos os dias
Acredito
O avesso precisa ser revelado
Novos dados sobre a mesa
Novas rezas
Novos mantras
Crianças crescerem nutridas
Novos talentos vindos da periferia
Proteinar o nordeste e revelar mil tomzés

Só quero saber de tudo
Do não revelado
Daquilo que o povo quer e nem sabe o que é
Do que pode não dar certo
Mas dará
Por que não se calam verdades
E o verde nasce e as folhas caem
O sol raia todo dia novo
E a lua muda de fases toda semana
Porque quem ama supera a dor e renova-se
Num novo olhar
Por que o tempo separa gente
Mas também as junta à frente
Apressa passos, faz a roda girar e a história dar saltos
Faz cicatrizes secarem, mágoas irem com as águas...

O incerto me interessa
O daqui a pouco
O improvável, o dia seguinte
O que pode não dar certo. O incerto, o impreciso
É disto que eu vivo. Necessário.
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 28/06/2006
Reeditado em 28/06/2006
Código do texto: T183652

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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