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HÁ PALAVRAS ESTRANHAS ESTANHO ENTRANHAS

Há palavras estranhas
Estanho
Há palavras que se plantam
Semente
Há palavras de ponta
Sabre
Há palavras grávidas
Parto
Há as que partem para sempre
Morte
Há as que se abrem belas
Flores

Há a palavra gente
Bastante
Há palavras que se comem
Carne
Há palavras que se negam
Silêncio
Há gente que se entrega
Trai
Há palavras de vida
Água
Há palavras de nódoa
Sangue
Há aquelas que se multiplicam
Fértil
Há quem estéril se negue
Estanque
Há palavras do bem
Ame
Há as que se guardam
Mágoa
E há as contrárias ao amor
Vingança

Há palavras alegres
Dança
Há aquelas de ódio no mundo
Intolerância
Há as que anseiam a paz
Perdão
Há palavras mudas
Tortura
Há gritos silenciosos
No povo
Há quem cale e mudo
Consinta
Há palavras que fincam e ficam
Amor
E as que voam
Pássaro
Há as que escapam pelas mãos
Ingratidão
Há a palavra peixe
Que nada rápido
Há a palavra que não come
Fome
Há palavras que caçam e depredam
Homem
E outra que é uma duas diversa
Et cetera
As que terminam uma fase uma frase
Ponto
E as que acabam um tema um filme
Fim
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 28/06/2006
Reeditado em 28/06/2006
Código do texto: T183736

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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