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Poeta Moribundo

Chora só o escritor
Alma de quem não existe
Viver num mundo triste
De realidade e dor

Como dói a mente do escritor
Que sonha acordado e chora
Pois preso no que há fora
Não se livra do interior

Que grita e berra e treme
E sofre e busca refúgio
Como um homem de vetrúvio
Medido e pesado geme.

Enxerga no arredor
Miragens de seu amor
Desperta dentro o furor
Por ser pura ilusão

O corpo como um caixão
Soterrado em verdades nulas
Que não levam senão as chulas
Interpretações de um ser

Faltando-lhe o poder
De transpor dimensões visíveis
Ao manterem-se sensíveis
A alma e o espírito

Acorda então com o grito
Do vento real de junho
seu frio desperta o mundo
E para de escrever.

Alexandre Fernandes
Enviado por Alexandre Fernandes em 28/06/2006
Reeditado em 04/07/2006
Código do texto: T183865
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Sobre o autor
Alexandre Fernandes
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
59 textos (1989 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 19:07)
Alexandre Fernandes