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Alma geminiana

ALMA GEMINIANA


Sou luz do Sol, brilho da Lua
Pó de estrelas e noite escura
Mostro o rosto, oculto a face
Busco a vida, cultivo a morte
Sussurro sim mas grito não
Faço pose, sou puro escracho
Pinto o quadro e rasgo a tela
Escrevo versos e queimo o livro
De espinha ereta, tropeço e caio
Se mar e céu estão tranqüilos,
Eu me lanço em fundo abismo.

Vou do pranto ao riso histérico
O que desprezo voudesejando
Quero ir mas nunca parto
Se caminho, inverto o rumo
Ando a esmo, não perco o senso
Quando canto, eu desafino
No descompasso acerto o ritmo
Sou amor e ódio intenso
Sou completa indiferença
Sou vertigem e confusão
Intelecto sem razão.

Vendo a alma e não a entrego
Muito confio desconfiando
Dou gorjeta, esqueço o troco
Danço o tango e erro o passo
Bebo pouco mas me embriago
Perverto os tímidos e os incautos
Maldigo os poderosos, amparo os fracos.


Sou um urro de liberdade,
O silêncio das trombetas,
Se seu amor me machucar,
Meu cinismo o destruirá.
Você jamais me entenderá!
Jamais me alcançará!
Minha alma é exagerada
Porque a vida me limita,
Por isso escolho a solidão
Festejando na multidão.

 

 
vitória Paterna
Enviado por vitória Paterna em 29/06/2006
Reeditado em 03/02/2010
Código do texto: T184202

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Sobre a autora
vitória Paterna
Santo André - São Paulo - Brasil, 63 anos
133 textos (8672 leituras)
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