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Arruela do Tempo

Devo aos lentos minha vagareza,
aos pobres minha honradez.
Aos ricos, minha altivez,
e a ela minha pretensa limpidez.

Sou idas e voltas.
Sou arruela do tempo,
um carrosel inteiro de
esperanças,batida pelo vento!

Mas sou roda de mim mesmo:
sempre girando em torno de saudades.

Sempre pávido e sozinho
ave arrocha,sombra do sol,
trazendo na alma a imagem dela
e o que ela me mostrou:
uma vida é feito de raridades e
uma corda é feito de fios alongados
que fazem a vida
e preparam nosso amor de
morte prolongada.

Sem noite.
Pesadelos de açoites !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 29/06/2006
Código do texto: T184255
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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