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Sou morta que viva está!


Sou farrapo, um trapo
Sem valor e serventia
Um pedaço de roupa velha
Que o costureiro na mão pega
Olha, olha e atira na pilha
Que vai pro lixo levar.
 
Vou andando acabrunhada
De rua, em rua, bar em bar
Ando sempre no escuro
Prá ninguém ver minha dor
Sou farrapo, um trapo
Sem serventia e valor.
 
Alguém sabe o que eu sinto
Dentro do meu interior?
Alguém vê a dor em minha face
Tristeza de tanto viver?
Assim jogada no mundo
Sem sinaleira prá olhar
Caminho sem direção
Uma morta que viva está.
Maria
Enviado por Maria em 29/06/2006
Código do texto: T184334
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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Maria

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