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Ótica – IV

Hora do uivo, frio ponto com, absoluto,
Situação: picolé tentando ainda algo,
Sem partir, mover aquilo que anda,
Mal sentindo as pontas, tudo trinca,
Quebra cabelo até do peito, vergões,
Mansamente, neblina suave embaça,
Pingüim dando risada do Sol mixo,
Nem fala que a porta está emperrada,
Ladram luzes sem forças, silêncios,
Sistêmico arrepio percorre a coluna,
Alguns lampejos de sangue correndo,
Dentadas no pescoço, o vampiro pirou,
Ossos na grama sendo carregados,
Mais neblina ofusca o resto da cabeça,
Asas batendo para a retirada final,
Em alguns milênios novos poços,
Fuga de qualquer compromisso, vistos,
Tanto faz qual mal que ficou atrás,
Outro lamento na linha cortada,
Mais olhos para atrapalhar então,
O gozo final fica para outro dia...

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 29/06/2006
Código do texto: T184451
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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