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MARIA

DO RISO SE FEZ O CHORO,

PLANGENTE,

PUNGENTE,

LÍQUIDO QUENTE,

ESCORRENDO NA FRIA FACE

DAQUELA MARIA;

E SÃO TANTAS MARIAS ...

CADA GOTÍCULA QUE CAIA,

FEITO UM ESPECTRO DO MAL,

DESLIZAVA, BAILAVA, ZOMBAVA,

NAQUELE ROSTO SOFRIDO,

EM MEIO À SOMBRA MALDITA E FUNESTA,

DE NÉVOAS DA PERDIÇÃO,

DESDITA DAQUELA MARIA,

QUE AFLITA CLAMAVA

DE JOELHOS REZAVA, E SE BENZIA,

E A DEUS UM MILAGRE PEDIA,

PELO SANGUE DE SEU SANGUE;

DE REPENTE BRISA AMENA SOÇOBROU,

UMA FOLHA A MAIS, AO INFINITO VOOU,

ALUCINOU-SE, ENTAO, MARIA

E ALI OLHAR VAGO, PERDIDA,

CHOROU POR UM CORPO JÁ SEM VIDA ...

jun/04

Andrade Jorge 
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BLOG http://andradejorgepoesias.vilabol.uol.com.br

ANDRADE JORGE
Enviado por ANDRADE JORGE em 02/07/2006
Reeditado em 02/07/2006
Código do texto: T186102

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Sobre o autor
ANDRADE JORGE
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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