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Ninguém Esquece Ninguém

E como dói os amores
marcados por datas e
folhinhas de ante-ontem!

E foi assim,
sob a lua de alguma primavera,
que ninguém esquece mais.

Que duvidem os incautos de paixões!
Eu ouvia, ela ouvia.

Mas! Zóis!
Ninguém entendia!

Nós falávamos, nós ouvíamos,
regidos por algo
que só mestres de amor
já prouveram!

E o tempo se foi,
ardido de cansaço!

E mil novecentos passou.
E ela se foi.
E eu fiquei atônito.
até sem céu avulso prá prá rezar.

E, ai, no fim de meu mundo,
ela deixou um recado:
tão à tôa e tão sentido,
que até eu chamaria
versos inocentes
de total despedida:

Se o amor acabou para nós
outro virá, em corcéis negros,
com todas as suas outras Marias!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 04/07/2006
Código do texto: T187171
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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