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Amanhecer!

Amanhece também nos abismos,
Onde planam aves descompromissadas,
Que não se perturbam com a mansidão do nada,
Com a agudeza do abismo a sua frente,
na sua cara!
Amanhece em todas as estradas, também naquelas não trilhadas,
naquelas deixadas ás costas,
e naquelas apenas imaginadas!
Naquelas que levam ao abismo,
que terminam no fundo do poço!
Só não amanhece no fundo do abismo,
na campa onde se deitam ossos, para nunca mais!
Apenas há escuridão do engano e da dor,
talvez um lampejo de consciência tardia!
Há dias em que não se pensa mais!
Posto isso, luta...
Que a vida é bela,
e o amanhecer não amanhece
eternamente sobre a mesma dor!
O tempo, a vida, talvez tão iguais, nunca se repetem!
Procura ter nas mãos algumas velas,
acessas com a chama da esperança,
mesmo que tênues estas chamas,
elas te mostrarão o caminho, para cumprir-se a jornada,
tenha ânimo e luta!
Por mais que se ande,
nunca se sabe o que vem, na próxima curva da estrada!

30/03/84
Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 04/07/2006
Reeditado em 04/07/2006
Código do texto: T187403
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edvaldo Rosa
São Paulo - São Paulo - Brasil, 55 anos
1727 textos (173661 leituras)
23 áudios (10645 audições)
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