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A PRIMEIRA PORTA



Chama todas as forças dos regimentos
Tenho um demente gargalhando
No começo da nuca
Um alucinado clarividente
Adivinhando
Cada peso, cada músculo, cada dente
No pátio da minha escola
O fim da primeira ponte
No começo do inconsciente.

Dentro, lá no fundo
Um fugitivo dos porões espia a hora
No relógio de fora
E foge tranquilamente
Provocando aqui, ora
Tempestade pavorosa
No povo
Parte oculta
Em polvorosa
Oficina laboriosa
No oficio de alimentar
Quem antes chega
E guarda a primeira porta.

Ser um, ser dois, ser tantos...
Pedaços são pedaços
Daquele eterno mosaico
Ser isso, aquilo, aquela...

Dormir como uma pedra
Roncar como um glutão
Rondar como uma hera
Sonhar como um sultão

O que importa?

A primeira porta.



Preto Moreno




Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 04/07/2006
Código do texto: T187406

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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