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HOMENS QUE PASSAM

Passarei por essa ponte.
Do outro lado, o duende, a fonte.
Onde dormi ontem à noite
Deixei meu perfume doce
De casto alecrim
E alegre manjericão.
A mulher me disse:
Sou tua.
Ri meus dentes e, depoente,
Vi-me possuído
Pelo não aquilo
Que tudo me dá.
Rego os rins
E ronco um sim
Proliferado.
Agora, às portas do Pórtico,
Tomo Gin e consciência
De que os cães
Urinam porque têem vontade.
Homens que passam
Me dizem
Que não restará
Uma memória de certeza
Enquanto a Beleza
Rompe o tratado.
Sou um homem saído de um Anjo
E um anjo com nome de homem
E tarifas seculares.
Aos homens que passam.


Preto Moreno
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 04/07/2006
Reeditado em 04/07/2006
Código do texto: T187417

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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